Ficha técnica, ordem de produção e custo real — dentro do mesmo sistema
Quem fabrica trabalha com dois estoques que a maioria dos sistemas trata como um só: o de insumo e o de produto acabado. Sem separar os dois, o custo do que sai da fábrica vira estimativa, o preço de venda vira chute e a margem só aparece no fim do mês — quando não dá mais para corrigir.
No Berga, a produção não é um módulo à parte: é a mesma base de itens, estoque, compras e financeiro que a empresa já usa. A compra abastece o insumo, a ordem consome, o produto acabado nasce com custo calculado e segue para a venda com a tributação de indústria.
O que o módulo de produção faz
Ficha técnica (BOM) por produto — Componentes, quantidades e perdas de cada item fabricado. A mesma ficha aceita subprodutos — o que sai junto do processo principal — e parâmetros, para receitas que variam por medida, cor ou espessura.
Ordem de produção do início ao fim — Abre, inicia, aponta o que foi consumido e finaliza. O consumo baixa o estoque de insumo e a saída entra como produto acabado, sem lançamento manual dos dois lados.
Centro de trabalho e roteiro de operações — Cada etapa do processo tem seu centro de trabalho, com sequência e tempo. É o que permite saber onde a ordem está e quanto custa cada etapa.
Explosão de necessidades — A partir do que você precisa produzir, o sistema calcula quanto insumo falta, considerando o que já está em estoque e o que está reservado em outras ordens.
Custo real do produto — O custo sai da ficha técnica com o preço de compra dos insumos e o tempo das operações — e é recalculado quando o custo de compra muda.
Comparação de custo entre itens — Coloca lado a lado o custo dos produtos fabricados, para achar o que está corroendo margem antes de o mês fechar.
Grade gerada a partir da faixa — Para quem fabrica em variações (tamanho, cor, medida), o sistema gera os itens da grade de uma vez, em vez de cadastrar um a um.
Do pedido à peça pronta
1. A ficha técnica define o produto
Cada item fabricado tem sua composição: o que entra, quanto entra e quanto se perde no processo. É dela que saem o custo e a lista de compras — não de uma planilha paralela.
2. A ordem de produção move o estoque
Ao iniciar, os insumos ficam reservados; ao apontar o consumo, saem do estoque; ao finalizar, o produto acabado entra. Os dois lados do movimento acontecem juntos, então o saldo não fica devendo ajuste.
3. A necessidade de compra sai sozinha
Com o que precisa ser produzido, o sistema explode a ficha técnica, desconta o que já existe em estoque e aponta o que falta comprar — antes de a linha parar por causa de um item de poucos reais.
4. O resultado aparece por produto
Com custo real na mão, a margem por produto e por linha de produção deixa de ser estimativa. Dá para descobrir cedo qual item está sendo vendido abaixo do que custa fabricar.
Tributação de quem industrializa
Indústria não vende com CFOP de revenda. A venda de produção própria usa 5.101 dentro do estado e 6.101 para fora, com direito a crédito de IPI e ICMS na compra de insumo. No Simples Nacional, a atividade industrial entra no Anexo II. O IPI é calculado por NCM e a substituição tributária varia conforme o estado de destino — tudo isso já configurado, sem precisar montar regra a regra.
Ver como funciona a emissão fiscal →
Para quem é
- Metalúrgicas e serralherias
- Indústria de alimentos e bebidas
- Confecção e têxtil
- Móveis e marcenarias
- Gráficas e comunicação visual
- Artefatos plásticos e embalagens
- Montagem de painéis e equipamentos
- Cosméticos e saneantes
Dúvidas frequentes sobre produção
Preciso de um sistema separado para a produção?
Não. A produção usa o mesmo cadastro de itens, o mesmo estoque e o mesmo financeiro do resto do Berga. O insumo que entra pela compra é o mesmo que a ordem consome, e o produto acabado é o mesmo que a venda fatura.
A ficha técnica aceita perda de material?
Aceita. Cada componente tem sua quantidade e a perda esperada do processo, então o custo e a necessidade de compra já saem com o desperdício considerado — e não com o número ideal que nunca acontece no chão de fábrica.
E quando o processo gera mais de um produto?
A ficha técnica tem subprodutos: o que sai junto do processo principal entra no estoque também, com o custo rateado. É o caso de quem corta chapa, abate, beneficia grão ou trabalha com sobra reaproveitável.
Como fica a nota fiscal do que eu produzo?
A venda de produção própria usa CFOP 5.101 (dentro do estado) ou 6.101 (fora), diferente dos CFOPs de revenda. O Berga escolhe conforme a operação e calcula IPI por NCM e a substituição tributária pela regra do estado de destino.
Dá para saber quanto custa cada produto de verdade?
Sim, e é o principal motivo de existir ficha técnica. O custo vem dos insumos pelo preço de compra mais o tempo das operações nos centros de trabalho. Quando o fornecedor reajusta, o custo dos produtos que usam aquele insumo é recalculado.
Veja com a sua ficha técnica
Em trinta minutos montamos a demonstração com um produto seu: a composição real, o custo que ele tem hoje e a nota saindo com a tributação de indústria.