Rejeição 852 do CT-e: Parâmetro chave de acesso do QR Code divergente
A chave gravada dentro do QR Code não é a do próprio conhecimento. O código levaria a outro documento.
A Rejeição 852 acontece quando a chave de acesso gravada dentro do QR Code não é a do próprio conhecimento.
O que a SEFAZ responde: "Parâmetro chave de acesso do QR Code divergente"
Por que acontece a Rejeição 852
O QR Code do DACTE existe para quem está na estrada: fiscal, motorista, destinatário. Apontando a câmera, qualquer um confere na hora se aquele conhecimento está autorizado, sem precisar digitar 44 dígitos.
Ele não é uma imagem qualquer — é uma URL montada com regra, gravada dentro do XML, com o endereço oficial de consulta do estado, a chave de acesso e o ambiente. A SEFAZ confere essa montagem antes de autorizar, porque um QR Code errado imprime no DACTE um link que não leva a lugar nenhum.
O risco que esta validação evita é concreto: um QR Code com a chave errada leva a outro documento. O fiscal aponta a câmera, a consulta abre um conhecimento diferente — talvez de outra carga, talvez de outro cliente — e o que ele vê não corresponde ao papel na mão dele.
A causa é sempre de montagem do arquivo:
- Chave reaproveitada de uma tentativa anterior. O documento foi reemitido com número novo, a chave mudou, e o QR Code ficou com a antiga.
- Ordem de montagem invertida no gerador: o QR Code foi construído antes de a chave definitiva ser calculada.
O primeiro caso é o mais comum quando há reenvio depois de rejeição — cada tentativa gera número e chave novos.
No Berga
DFe › CTe, na listagem do conhecimento.
Deixa que o Berga resolve. O QR Code é montado no momento do envio, depois de a chave definitiva existir — os dois nascem da mesma transmissão e não têm como divergir. Conheça o Berga — a emissão de CT-e já vem pronta.
Como resolver a Rejeição 852
- 1Transmita o conhecimento novamente. Chave e QR Code são refeitos no envio.
- 2Se a rejeição repetir e você emite por integração própria, ajuste a ordem: a chave precisa ser calculada antes da montagem do QR Code, e o código deve usar a chave daquela transmissão.
O CT-e recusado por validação não consome numeração.
Como evitar a Rejeição 852
Em integração própria, nunca reaproveite o QR Code de uma tentativa anterior. Cada envio gera número novo, chave nova e, portanto, QR Code novo.
Se a Rejeição 852 continuar
Anexe o XML rejeitado ao chamado: dá para comparar na hora a chave do campo Id com a que está dentro da URL do QR Code.
Ao abrir um chamado, informe o número e a série do CT-e.
Consulte a tabela de rejeições do CT-e para procurar outro código.
Referência: MOC CT-e 4.00 — Anexo I, validação da chave de acesso no QR Code.