Rejeição 298: Assinatura difere do padrão do Sistema
A assinatura foi feita fora do padrão técnico. Veja por que é do sistema.
A Rejeição 298 acontece quando a assinatura digital do XML não segue o padrão técnico exigido pela SEFAZ.
O certificado pode estar perfeito — válido, ICP-Brasil, do CNPJ certo. O problema está em como a assinatura foi construída.
Por que acontece a Rejeição 298
Assinar um XML não é apenas cifrar o arquivo. Existe um padrão que define o que é assinado e com quais transformações, e a SEFAZ verifica cada um desses elementos.
A norma aponta duas falhas específicas:
O identificador da nota não foi assinado. Falta a referência que amarra a assinatura ao conteúdo da NF-e.
Faltam as transformações previstas. A assinatura precisa declarar os algoritmos de canonicalização e de envelopamento. Sem eles, a verificação não é reproduzível.
As causas práticas:
Biblioteca de assinatura própria. É a causa principal. Sistema que implementa a assinatura por conta, sem seguir a especificação.
Biblioteca genérica de XML. Ferramentas que assinam XML de forma padrão nem sempre atendem ao perfil exigido pela NF-e.
Assinatura em nível errado. Assinar o lote em vez da nota, ou o contrário.
Essa rejeição é sempre do sistema emissor. Não há campo a ajustar no cadastro nem no certificado.
Como resolver a Rejeição 298
- 1Confirme que a rejeição atinge todas as notas. Sendo geral, é a implementação da assinatura.
- 2Abra um chamado com o fornecedor do sistema emissor.
- 3Sendo integração própria, revise a implementação contra a especificação de assinatura do MOC.
- 4No Berga a assinatura segue o padrão e essa rejeição não aparece na emissão normal.
Como evitar a Rejeição 298
Use biblioteca de assinatura que implemente o perfil da NF-e, e não uma solução genérica adaptada. É onde a maioria dos emissores caseiros tropeça.
Se a Rejeição 298 continuar
Existe a rejeição vizinha em que o valor da assinatura difere do calculado — nesse caso a estrutura está certa e o conteúdo foi alterado depois de assinado. Sinal clássico de XML editado após a assinatura.
Persistindo, abra um chamado informando o número da nota e qual sistema gerou o XML.
Referência: MOC 7.0 — Anexo I, regra de validação F01, validação da assinatura digital.