Rejeição 693 do CT-e: Grupo Documentos Transportados deve ser informado
O CT-e foi enviado sem declarar o que está sendo transportado. As chaves das notas da carga são obrigatórias na maioria dos tipos de serviço.
A Rejeição 693 acontece quando o CT-e é transmitido sem declarar o que está sendo transportado. O grupo de documentos transportados carrega as chaves das notas fiscais da carga, e ele é obrigatório na maioria dos tipos de serviço.
O que a SEFAZ responde: "Grupo Documentos Transportados deve ser informado para tipo de serviço diferente de redespacho intermediário e serviço vinculado a multimodal"
Por que acontece a Rejeição 693
O conhecimento de transporte é o documento do serviço; a mercadoria é descrita nas notas fiscais que a acompanham. O elo entre os dois é o grupo de documentos transportados, e é ele que permite ao fisco saber o que estava no veículo.
A obrigatoriedade tem duas exceções, e são elas que explicam a mensagem:
- Redespacho intermediário — você leva a carga até outra transportadora, que segue com ela. Quem declara a mercadoria é o conhecimento do trecho final.
- Serviço vinculado a multimodal — o CT-e é um trecho dentro de um transporte multimodal, e a carga é declarada no documento principal.
Fora esses dois casos, a carga tem que estar declarada. Na rotina, a rejeição aparece por três motivos:
- A carga foi esquecida. O conhecimento foi montado com os dados do serviço e transmitido antes de alguém lançar as notas.
- As notas não chegaram a tempo. O cliente não enviou os XML, e a emissão foi tentada mesmo assim.
- O tipo de serviço está errado. Um documento marcado como serviço normal quando era redespacho intermediário passa a exigir o que a operação não tem.
No Berga
DFe › CTe, na seção Documentos Originários do conhecimento.
Deixa que o Berga resolve. As notas transportadas ficam listadas na própria tela do conhecimento, e podem ser acrescentadas antes de transmitir — não é preciso refazer o documento para incluir uma nota que faltou. Conheça o Berga — a emissão de CT-e já vem pronta.
Como resolver a Rejeição 693
- 1Abra o CT-e recusado em DFe › CTe.
- 2Vá até Documentos Originários e inclua as chaves de acesso das notas que acompanham a carga — uma por documento transportado.
- 3Confira o Tipo de Serviço: se a operação for redespacho intermediário ou serviço vinculado a multimodal, é o tipo que precisa ser corrigido, e não a carga.
- 4Salve e transmita novamente.
O CT-e recusado por validação não consome numeração.
Peça ao cliente o XML autorizado das notas, e não só o DANFE impresso. A chave vem pronta, sem digitação, e o arquivo comprova que o documento estava válido no momento do embarque.
Como evitar a Rejeição 693
Torne a coleta das chaves parte do embarque, não da emissão. Quando o veículo sai sem que as notas tenham sido registradas, o conhecimento fica travado e a carga anda sem documento de transporte.
Para clientes recorrentes, combine o envio dos XML junto com a ordem de coleta. É o mesmo esforço para eles e elimina a espera do seu lado.
Se a Rejeição 693 continuar
Se as notas foram informadas e a rejeição insiste, confira se elas foram realmente salvas antes da transmissão — documento montado em duas telas às vezes perde a última alteração.
Confira também as rejeições vizinhas, que tratam do conteúdo do mesmo grupo: a 652 aponta nota cancelada ou denegada, e a 662 aponta chave que não confere.
Ao abrir um chamado, informe o número e a série do CT-e, o tipo de serviço e quantas notas você tentou vincular.
Consulte a tabela de rejeições do CT-e para procurar outro código.
Referência: MOC CT-e 4.00 — Anexo I, regra de validação G036.