Rejeição 535 da NFCom: Terminal principal em UF diferente da UF de autorização da NFCom
O terminal principal informado pertence a outra UF. O terminal e a NFCom precisam ser do mesmo estado.
Quando a NFCom informa um terminal principal, a UF desse terminal precisa ser a mesma que está autorizando o documento.
O que a SEFAZ responde: "Terminal principal em UF diferente da UF de autorização da NFCom"
Por que acontece a Rejeição 535
O terminal principal identifica o acesso que ancora a conta — a linha de telefonia, o ponto de acesso. Ele carrega a UF, e a SEFAZ confere se ela bate com a UF que está autorizando a nota.
A regra existe porque o ICMS de comunicação é estadual e a nota tem que estar no estado da prestação. Terminal de um estado numa nota autorizada por outro descreve uma operação que não fecha.
Onde isso aparece na prática:
- Portabilidade numérica. O assinante levou o número ao mudar de estado. O prefixo continua sendo do estado de origem, mas o serviço passou a ser prestado no destino — e a nota é emitida onde ele está.
- Cliente corporativo com filiais. A conta é centralizada num CNPJ, mas os terminais estão espalhados. A NFCom precisa ser emitida por estabelecimento e estado, não uma única nota nacional.
- Terminal herdado de migração. O número veio da base antiga com a UF de quando foi cadastrado, e não foi atualizado após a mudança do cliente.
- Erro de digitação no DDD, que troca a UF sem trocar nada visível para quem opera.
O ponto que confunde: prefixo de telefone não é prova de localização. Desde a portabilidade, número e estado deixaram de andar juntos. O que a SEFAZ quer é a UF de onde o serviço é prestado.
No Berga
DFe › NFCom, nos dados do assinante e do terminal.
No Berga. A NFCom é emitida pelo estabelecimento que presta o serviço, e a UF do documento vem daí — o que mantém terminal e autorização no mesmo estado quando o cadastro do ponto está correto. Conheça o Berga
Como resolver a Rejeição 535
- 1Confira a UF do terminal principal informado no documento.
- 2Compare com a UF que autoriza a NFCom.
- 3Divergindo, descubra qual está errada: o serviço é prestado onde o terminal está, ou o terminal está com UF desatualizada?
- 4Sendo cliente que mudou de estado com portabilidade, atualize a UF do terminal para onde ele é atendido hoje.
- 5Sendo cliente com filiais em vários estados, separe a emissão por estado.
- 6Transmita de novo.
Como evitar a Rejeição 535
Guarde a UF de prestação do serviço como dado próprio do ponto de acesso, e não derive do DDD do número. Portabilidade tornou essa dedução errada, e ela quebra silenciosamente: a nota é gerada, o faturamento fecha, e só a SEFAZ percebe.
Em cliente corporativo com presença em vários estados, defina desde o contrato como a emissão será dividida. Descobrir isso no primeiro fechamento é caro.
Se a Rejeição 535 continuar
Se a UF do terminal está certa e a rejeição continua, confira a UF de autorização: a NFCom é autorizada pela SVRS para quase todas as unidades da federação, mas Minas Gerais e Mato Grosso têm autorizador próprio — e é a UF do emitente que determina isso, não a do terminal. Vale conferir também a 536, se houver terminais adicionais.
Ao abrir um chamado, informe o terminal principal, a UF dele e a UF do estabelecimento emitente.
Consulte a tabela de rejeições da NFCom para procurar outro código.