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Rejeição 539 da NFCom: Duplicidade de NFCom, com diferença na Chave de Acesso

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NFComRejeição-539DuplicidadeChave de AcessoNumeraçãoSEFAZ

Já existe NFCom autorizada com o mesmo número e série, mas com código numérico diferente na chave.

Já existe uma NFCom autorizada para o mesmo emitente, modelo, série e número — mas com chave de acesso diferente da que você está tentando transmitir.

O que a SEFAZ responde: "Duplicidade de NFCom, com diferença na Chave de Acesso"

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Por que acontece a Rejeição 539

A chave de acesso tem 44 dígitos, e quase todos são derivados de dados que você já conhece: UF, data, CNPJ, modelo, série, número. Um pedaço, porém, é sorteado: o código numérico, gerado aleatoriamente a cada geração do documento.

Isso explica a rejeição. A SEFAZ procurou pela combinação emitente + modelo + série + número, encontrou uma nota já autorizada, e viu que a chave não era a mesma. Conclusão: é outro documento tentando ocupar um número já usado.

A diferença entre esta e a 204 é justamente essa. Na 204, a chave é idêntica — é o mesmo documento sendo reenviado, e a SEFAZ simplesmente devolve o protocolo original. Aqui, é um documento novo com número velho, e a resposta é recusa.

Como isso acontece no faturamento de comunicação:

  • Reprocessamento de lote. O ciclo foi gerado de novo depois de uma falha, e a nova geração sorteou outro código numérico para o mesmo número de nota.
  • Dois processos numerando ao mesmo tempo. Fechamento em paralelo, cada um pegando a numeração sem coordenação.
  • Restauração de backup que voltou o contador para antes das notas já autorizadas.
  • Sistema antigo e novo emitindo na mesma série durante a migração dos modelos 21/22.

O último é o mais frequente na virada para a NFCom, e a solução é sempre a mesma: séries separadas enquanto os dois sistemas convivem.

A regra prevê que a SEFAZ retorne a chave já autorizada, o protocolo e a data. Use isso — é como você descobre qual nota ocupou o número.

No Berga

Configurações › Numeração DFe controla a sequência por documento e série.

No Berga. A numeração é controlada por série e obtida de forma segura no momento do envio, o que impede que duas emissões simultâneas peguem o mesmo número. Conheça o Berga

Como resolver a Rejeição 539

  1. 1
    Pegue na resposta da SEFAZ a chave já autorizada e o protocolo.
  2. 2
    Consulte essa chave e veja qual documento está ocupando o número.
  3. 3
    Sendo a mesma nota, já autorizada antes: nada a fazer, ela existe. Ajuste o registro no seu sistema.
  4. 4
    Sendo outra nota: o documento atual precisa de número novo. Avance a numeração e transmita.
  5. 5
    Descubra por que o contador voltou — sem isso, a próxima nota repete.

Não tente reaproveitar o número autorizado. Ele está consumido.

Como evitar a Rejeição 539

Numeração é recurso de escrita concorrente, e faturamento em massa é exatamente o cenário que a estressa: milhares de documentos gerados no mesmo instante. O controle precisa ser central e sequencial, não uma leitura do último número seguida de um incremento — entre a leitura e a gravação, outro processo pega o mesmo valor.

Na migração, série separada. É a única forma barata de garantir que dois sistemas não colidam.

Se a Rejeição 539 continuar

Se a chave devolvida pela SEFAZ é a mesma da sua nota, a rejeição correta seria a 204 — nesse caso a nota já está autorizada e basta baixar o protocolo. Se o número novo também volta com 539, o contador está atrás de várias notas: consulte a numeração autorizada na SEFAZ e avance até depois dela.

Ao abrir um chamado, informe série, número, a chave que você enviou e a chave devolvida na resposta.

Consulte a tabela de rejeições da NFCom para procurar outro código.

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