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Rejeição 729 do CT-e: NFe de múltiplos emitentes informadas nos documentos transportados

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CTeRejeição-729Documentos TransportadosCTe GlobalizadoSEFAZ

A carga reúne notas de emitentes diferentes, e isso só é permitido no CT-e globalizado — que precisa ser declarado como tal.

A Rejeição 729 acontece quando as notas informadas como carga do CT-e são de emitentes diferentes e o conhecimento não foi declarado como globalizado. Um CT-e comum transporta a carga de um remetente; reunir vários exige uma modalidade própria.

O que a SEFAZ responde: "NFe de múltiplos emitentes informadas nos documentos transportados sem indicador de CTe Globalizado"

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Por que acontece a Rejeição 729

O CT-e globalizado existe para uma situação real do transporte fracionado: um veículo que sai recolhendo mercadoria de vários remetentes na mesma viagem, com um único conhecimento cobrindo tudo.

Fora dele, a regra é a de sempre — as notas transportadas devem ser do mesmo emitente, porque o conhecimento representa a prestação para aquele remetente.

Duas situações produzem a rejeição:

  • Carga consolidada lançada num CT-e comum. A operação é mesmo de vários remetentes, e faltou declarar o conhecimento como globalizado.
  • Uma nota entrou por engano. Chave de outro romaneio incluída na lista, trazendo junto um emitente que não deveria estar ali.

A segunda hipótese é a mais fácil de descartar, e vale checar primeiro: basta conferir se todas as chaves da lista pertencem à mesma coleta.

No Berga

DFe › CTe, na seção Documentos Originários do conhecimento.

No Berga. O Berga emite o CT-e comum, com a carga de um remetente por conhecimento. A modalidade globalizada, para o veículo que recolhe de vários remetentes na mesma viagem, não é emitida hoje — nesse caso o caminho é um conhecimento por remetente. Conheça o Berga — a emissão de CT-e já vem pronta.

Como resolver a Rejeição 729

  1. 1
    Abra o CT-e recusado em DFe › CTe e liste as chaves em Documentos Originários.
  2. 2
    Verifique de quem é cada nota — os dígitos 7 a 20 da chave trazem o CNPJ do emitente.
  3. 3
    Escolha o caminho conforme a operação:
    • uma nota entrou por engano — remova a chave estranha e transmita novamente;
    • a carga é mesmo de vários remetentes — emita um CT-e por remetente, cada um com as notas dele.
  4. 4
    Transmita.

O CT-e recusado por validação não consome numeração.

Emitir um conhecimento por remetente é mais trabalhoso, mas é a forma correta enquanto a operação não usa a modalidade globalizada — e mantém a rastreabilidade que o fisco espera de cada prestação.

Como evitar a Rejeição 729

Organize o romaneio por remetente antes de emitir. Numa coleta fracionada, separar as notas por origem já resolve a estrutura dos conhecimentos.

Ao copiar um CT-e anterior como modelo, limpe a lista de documentos antes de incluir os novos. Chave remanescente do conhecimento anterior é a origem silenciosa desta rejeição.

Se a Rejeição 729 continuar

Se todas as notas são do mesmo emitente e a rejeição insiste, confira matriz e filial: são CNPJ diferentes, e para a validação são emitentes distintos, ainda que a empresa seja a mesma.

Confira também a rejeição vizinha 730, que trata da razão social "DIVERSOS" usada sem o indicador de globalizado — as duas costumam aparecer juntas na mesma tentativa.

Ao abrir um chamado, informe o número e a série do CT-e e as chaves das notas informadas.

Consulte a tabela de rejeições do CT-e para procurar outro código.

Referência: MOC CT-e 4.00 — Anexo I, regra de validação G207.

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