Rejeição 842 do CT-e: Chave de acesso do CTe da Ferrovia de Origem inválida
A chave do conhecimento da ferrovia de origem não passa na validação estrutural. Troca de dados entre concessionárias é a origem típica.
A Rejeição 842 acontece quando a chave do conhecimento emitido pela ferrovia de origem não passa na validação estrutural — ela não pode ser uma chave de acesso.
O que a SEFAZ responde: "Chave de acesso do CTe da Ferrovia de Origem inválida"
Por que acontece a Rejeição 842
A chave de acesso tem 44 dígitos com estrutura fixa: UF, ano e mês, CNPJ do emitente, modelo, série, número, tipo de emissão, código numérico e dígito verificador. A validação estrutural confere a forma antes de procurar o documento — tamanho, caracteres numéricos, pedaços possíveis e o dígito que fecha a conta.
É a primeira barreira. Passando por ela, vêm as validações que consultam a base: se o documento existe, se a chave confere e qual é a situação dele.
No ferroviário, a causa característica não é digitação: é troca de dados entre sistemas. As chaves circulam entre concessionárias por planilha, arquivo ou integração — e aí acontece a corrupção silenciosa mais comum do setor: a chave é tratada como número, e os zeros à esquerda desaparecem.
Uma chave que começa com 43 sobrevive; uma que começa com 05 vira um número de 43 dígitos, e nenhuma conferência visual pega isso, porque a planilha mostra o valor sem os zeros.
As demais causas:
- Chave transcrita de um relatório impresso.
- Caracteres extras copiados junto — espaço, ponto, quebra de linha.
No Berga
DFe › CTe, no campo Modal da identificação.
No Berga. O modal ferroviário com tráfego mútuo e o encadeamento de documentos entre concessionárias seguem no plano de desenvolvimento. Conheça o Berga — a emissão de CT-e já vem pronta.
Como resolver a Rejeição 842
- 1Confira o tamanho da chave: 44 dígitos exatos. Menos que isso é o sinal do zero perdido.
- 2Obtenha o XML autorizado do conhecimento da ferrovia de origem, que traz a chave íntegra.
- 3Substitua e transmita novamente.
Como evitar a Rejeição 842
Ao trocar chaves entre sistemas, garanta que elas trafeguem como texto, nunca como número. É a única prevenção que funciona, e ela precisa estar acordada com a concessionária parceira.
Se a Rejeição 842 continuar
Se a chave tem 44 dígitos e a rejeição insiste, o problema é o dígito verificador — o que indica um dígito trocado no meio. As validações seguintes, 709, 710 e 711, só entram depois desta.
Ao abrir um chamado, informe a chave informada e as ferrovias envolvidas.
Consulte a tabela de rejeições do CT-e para procurar outro código.
Referência: MOC CT-e 4.00 — Anexo I, validação estrutural da chave do CT-e da ferrovia de origem.