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Sumário

IBS e CBS na nota fiscal: o que muda para quem emite

Desde 3 de agosto de 2026, a NF-e e a NFC-e passaram a exigir os campos de IBS e CBS em todas as operações. Na prática, cada item da nota ganhou dois códigos novos — o CST e o cClassTrib — e um grupo de valores por tributo. Em 2026 as alíquotas são de teste: 0,1% de IBS e 0,9% de CBS.

Resumo rápido

  • O destaque de IBS e CBS é exigido nos documentos fiscais desde 03/08/2026
  • Cada item leva CST (como é tributado) e cClassTrib (por qual dispositivo da lei)
  • 2026 é ano de alíquota de teste: 0,1% e 0,9%
  • Errar a classificação gera rejeição na faixa 1000 e superior, criada para a reforma
  • Para o Simples Nacional, IBS e CBS só entram em 01/01/2027

O que apareceu de novo na nota fiscal

A nota fiscal eletrônica não mudou de forma, mudou de conteúdo. Cada item passou a carregar a informação de como é tributado pelos dois tributos novos, e isso se traduz em dois códigos e um grupo de valores.

O que éPara que serveExemplo
CST do IBS/CBSdiz como a operação é tributada000 tributação integral, 400 isenção
cClassTribdiz por qual dispositivo da lei000001 situações tributadas integralmente
Grupo de valoresbase de cálculo, alíquota e valor de cada tributogIBS, gCBS

A lógica é de par: o CST informa a situação e o cClassTrib amarra essa situação a um artigo da Lei Complementar nº 214/2025. Um sem o outro não fecha, e é essa combinação que a SEFAZ valida.

Publicamos a tabela completa de classificação tributária do IBS e da CBS, com os 18 CST e os 164 códigos de classificação, cada um com o artigo da lei correspondente.

Desde quando o destaque é obrigatório

O destaque de IBS e CBS nos documentos fiscais passou a ser exigido em 3 de agosto de 2026, conforme a Nota Técnica 2025.002. A Receita Federal e o Comitê Gestor do IBS reforçaram em agosto que não houve suspensão dessa obrigatoriedade.

Vale separar duas coisas que costumam ser confundidas:

  • Informar IBS e CBS na nota já é obrigatório desde agosto de 2026
  • Pagar IBS e CBS é outra história: 2026 é ano de incidência-teste, e a cobrança efetiva da CBS começa em 2027

Para quem está no Simples Nacional, os dois tributos só entram no regime em 1º de janeiro de 2027.

As alíquotas de teste de 2026

Em 2026 vigora a fase de teste, com alíquotas simbólicas:

TributoAlíquota em 2026Em 2027
IBS0,1%em definição
CBS0,9%aguarda legislação

A alíquota da CBS para 2027 ainda não foi definida — a tabela oficial de alíquotas publicada pela Receita traz literalmente "aguarda legislação" para o ano. Qualquer número que circule para 2027 hoje é estimativa, não norma.

O que acontece quando a classificação está errada

Quando o CST e o cClassTrib não combinam, ou quando o código escolhido não corresponde à operação, a SEFAZ rejeita a nota. E aqui está a novidade que pega quem já conhece o sistema: essas rejeições usam uma faixa nova de código.

As rejeições clássicas da NF-e têm três dígitos — a 539 de duplicidade, a 204, a 678 —, as mesmas que aparecem em qualquer emissão de NF-e. As rejeições criadas pela reforma começam em 1000 e vão até 1272, porque nasceram na Nota Técnica 2025.002, publicada depois que o manual da NF-e já estava fechado.

Alguns exemplos do que elas cobram:

CódigoO que significa
1002NF-e sem informação de ICMS ou ISSQN
1007o CST informado não permite redução de alíquota municipal
1020CST do IBS/CBS informado inexistente
1023classificação tributária informada inexistente

Documentamos as 262 rejeições da NF-e criadas pela Reforma Tributária, cada uma com a regra exata que a SEFAZ aplica, os campos envolvidos e o que fazer.

Por que a maioria dos erros nasce no cadastro

Olhando as rejeições da faixa 1000, um padrão fica claro: a maior parte não é erro de digitação na nota — é classificação tributária cadastrada errada no item.

O CST e o cClassTrib não deveriam ser escolhidos nota a nota. Eles descrevem como aquele produto ou serviço é tributado, e isso é característica do item, não da venda. Quando ficam no cadastro, saem certos em toda emissão; quando são escolhidos na hora, saem certos algumas vezes.

É a mesma lógica que já vale para NCM e CFOP: informação de cadastro, não de digitação.

O que fazer agora

  1. Confirme que suas notas estão saindo com IBS e CBS. Se o seu sistema de emissão de notas ainda não preenche esses campos, isso já é um problema — a exigência vale desde agosto de 2026.
  2. Revise a classificação tributária dos itens. É onde nascem as rejeições da faixa 1000. Comece pelos produtos que mais vendem.
  3. Não confunda informar com pagar. A alíquota de 2026 é de teste; o impacto financeiro real começa em 2027.
  4. Se está no Simples, olhe para janeiro de 2027. Antes disso, a obrigação para você é a NFS-e pelo padrão nacional, em novembro de 2026.
  5. Acompanhe as versões da Nota Técnica. A NT 2025.002 já teve várias revisões em 2026, e cada uma mexe em regra de validação.

Perguntas frequentes

Conclusão

A entrada do IBS e da CBS na nota fiscal foi menos barulhenta do que se esperava porque a alíquota de 2026 é simbólica. Mas a obrigação de informar já vale, e a nota que sai sem os campos ou com a classificação errada é rejeitada hoje, não em 2027.

O trabalho que compensa agora é de cadastro, não de emissão: classificação tributária correta nos itens que mais vendem resolve a maior parte das rejeições da faixa 1000. É trabalho chato e pontual, bem melhor de fazer com a alíquota em 0,9% do que com a alíquota cheia.

Quando 2027 chegar, quem arrumou o cadastro vai lidar só com a mudança de valor. Quem não arrumou vai lidar com as duas coisas ao mesmo tempo.

Como o Berga ajuda

  • Classificação no cadastro do item — CST e cClassTrib ficam na regra de tributação, não na digitação da nota, que é onde a maior parte das rejeições nasce
  • Cálculo automático de IBS e CBS — os valores saem da regra do item, incluindo as alíquotas de teste de 2026
  • Rejeição explicada — quando a SEFAZ recusa, você recebe o motivo real e o caminho da correção, com os 262 códigos da reforma documentados
  • Tabelas oficiais consultáveis — os 182 códigos de classificação com o artigo da lei, direto na central de ajuda
  • Emissão pronta para 2027 — quando a alíquota mudar, muda a tabela, não o seu processo, seja em NF-e ou NFC-e

Quer ver a tributação automática funcionando? Solicite uma demonstração e veja como a classificação do item vira nota fiscal sem digitação.


Fontes: Lei Complementar nº 214, de 16 de janeiro de 2025 · Nota Técnica 2025.002 (NF-e/NFC-e — IBS, CBS e IS) · Informe Técnico 2025.002 — Tabelas de Classificação do IBS e da CBS · Portal da NF-e

Preciso destacar IBS e CBS na nota mesmo em 2026?

Sim. O destaque nos documentos fiscais é exigido desde 3 de agosto de 2026, conforme a Nota Técnica 2025.002. A Receita Federal e o Comitê Gestor do IBS confirmaram em agosto de 2026 que a obrigatoriedade não foi suspensa. O que é de teste em 2026 é a alíquota, não a informação.

Qual a diferença entre CST e cClassTrib?

O CST diz como a operação é tributada — tributação integral, isenção, alíquota reduzida. O cClassTrib diz por qual dispositivo da LC 214/2025 aquele tratamento se aplica. São 18 CST e 164 códigos de classificação, e é a combinação dos dois que a SEFAZ valida.

Quanto vou pagar de IBS e CBS em 2026?

Praticamente nada: as alíquotas de 2026 são de teste, em 0,1% de IBS e 0,9% de CBS. A cobrança efetiva da CBS começa em 2027, e a alíquota daquele ano ainda depende de legislação.

Por que as rejeições novas têm quatro dígitos?

Porque nasceram na Nota Técnica 2025.002, publicada depois que o Manual de Orientação do Contribuinte já estava fechado. As rejeições clássicas seguem em três dígitos, e as da reforma ocupam a faixa de 1000 a 1272 — as duas convivem sem se sobrepor.

Estou no Simples Nacional. O que muda para mim?

Duas coisas, em datas diferentes. Em 1º de novembro de 2026, ME e EPP passam a emitir NFS-e pelo padrão nacional. Em 1º de janeiro de 2027, IBS e CBS entram no regime do Simples. São adaptações separadas, e a primeira vence antes.

Meu sistema precisa ser trocado por causa do IBS e CBS?

Não necessariamente, mas ele precisa emitir com os campos novos e permitir que a classificação tributária fique no cadastro do item. Sistema que exige escolher CST e cClassTrib a cada nota funciona, mas transfere para você um trabalho que deveria ser do cadastro.

Onde encontro a lista completa dos códigos?

Publicamos as duas tabelas oficiais na nossa central de ajuda: a classificação tributária do IBS e da CBS, com os 182 códigos, e a tabela de rejeições da NF-e, com as 262 criadas pela reforma.

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